sexta-feira, 29 de maio de 2015

Mamãe Fitness

Olá, pessoal !!! Quanto tempo, hein?
Meu Antônio nasceu dia 26 de Fevereiro (em breve posto o relato de parto) e quem disse que tive tempo de escrever?
Mas agora estou de volta e espero postar com mais frequência.

Esse é um espaço sobre saúde e beleza e hoje o post é para as mamães que, assim como eu, acabaram de ter seus bebês.
Eu engordei enormes 24 quilos na gestação. Eu sei, eu sei. É muito. O recomendado são uns 12 quilos. Extrapolei na comida, confesso.
Desses 24, 20 já eliminei com amamentação em livre demanda. Os 4 restantes estão difíceis, amigos.
Por isso pesquisei algumas dicas do que fazer para voltar a boa forma pós-parto.
Vamos lá?

Exercícios físicos
A princípio, não são recomendados exercícios muito pesados para quem amamenta, pois eles desencadeariam a produção de ácido lático, que mudaria o sabor do leite e poderia ocasionar um desmame precoce.
Pilates, ioga e caminhadinhas leves são as atividades mais recomendadas.

Água, água e água
Se eu já batia na tecla de beber água antes, imagina agora? Nutrindo outro ser humano precisamos de 4 a 5 litros de água por dia. 
Foram muitas toxinas e hormônios acumulados durante os 9 meses e precisamos dar aquela "lavada". Sem contar que a água estimula e ajuda na produção de leite.

Durma bem
Dormir ajuda na produção de leite, o que consequentemente nos faz emagrecer. Amamentar em livre demanda corresponde a uma hora de corrida diária. Queimamos cerca de 700 a 900 calorias por dia somente amamentando.
Sei que com um bebezinho não é muito fácil dormir. Mas quando ele cochilar, aproveite e durma junto. 

Alimentação saudável
Nem preciso dizer, né?
Amamentar dá muuuuuita fome. Tem dias que me sinto trêmula se não como nos horários certinhos. O segredo é eliminar frituras, gorduras, doces, refrigerante nem pensar e comer bastante frutas, legumes e verduras.
Quem está amamentando não pode e nem deve fazer dieta. Mas podemos optar sempre por alimentos mais saudáveis. Inclusive porque vai passar pro leite e nutrir o bebê.

No mais, curta essa fase. Nosso corpo (salvo algumas raras exceções) pode levar de 6 meses a 1 ano para voltar a forma antiga. Amamente muito, brinque com seu bebê, se cuide, pinte as unhas, arrume os cabelos, sinta-se bem.
Essa é uma fase deliciosa.

Beijinhos !!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Uma carta para Antônio

Oi, filho ! 
Hoje é dia 31 de Janeiro de 2015. Eu e você estamos juntos há 37 semanas.
E hoje a mamãe decidiu escrever pra você.
Passamos por muitas coisas juntos desde Junho. Algumas tenho certeza que daí de dentro da barriga você não entendeu muito bem. Mas quero que saiba que todas elas foram muito marcantes para a mamãe.

No dia que descobri que estava grávida de você pulei e gritei de felicidade. Quando peguei o resultado do teste de gravidez na Internet eu só conseguia dizer "Estou grávida, estou grávida !!"
Mamãe e papai espalharam pra todos a notícia tão aguardada e começamos a sonhar com a sua chegada.

Nem tudo foram flores. Mamãe teve algumas complicações no começo da gravidez. Tive sangramentos e um medo danado de perder você. Mamãe ficou 15 dias deitada, só podia levantar pra tomar banho e ir ao banheiro. E orando muito para Papai do Céu deixar você com a gente. E Ele atendeu. Filho, Papai do Céu sempre atende, viu?? 


Nós não sabíamos se você era menino ou menina. Até que descobrimos seu sexo. Papai tinha certeza que você era um meninão. E ele estava certo ! E você desde sempre teve nome: Antônio.
Quando papai e mamãe namoravam sempre falavam que teriam um menino chamado Antônio. Falávamos de você sempre. Sabíamos que você viria um dia.

A barriga da mamãe crescia cada dia mais e todos sempre perguntavam se a mamãe não estava esperando gêmeos. Que nada ! É que você é um baita meninão !!

Sei que você deve ter ouvido a mamãe chorar algumas vezes. Me desculpe, filho. Sei que isso te deixou angustiado e triste junto com a mamãe. Mas gravidez não é fácil. Um dia, você será um homem e entenderá como as mulheres se sentem na gravidez. São muitos hormônios, muias mudanças e papai e mamãe passaram por algumas dificuldades no trabalho. Mas tudo deu certo. Lembra que Papai do Céu sempre ouve?

Mamãe estudou muito durante toda sua gravidez para que você venha ao mundo da forma mais natural possível. A mamãe quer te proporcionar o melhor nascimento do mundo e quer você direto nos nossos braços assim que sair da barriga. Mamãe vai fazer a parte dela e sei que você vai fazer a sua. Estaremos juntos nessa, filho. Papai, mamãe e você. Sua irmãzinha estará em casa mas de uma forma ou de outra estará conosco tambem.
Eu peço desculpas antecipadamente se algo acontecer e tiver que ser diferente. Mas é assim que planejamos. Nós te amamos muito ! 

Esses últimos dias tem sido complicados, né, filho? Mamãe quase não dorme mais, estamos cansados. Você não tem mais espaço na barriga e mamãe sente muitas dores. Deve estar cansado de ouvir essa mamãe reclamando, né?
Mas calma, bebê. Está tão pertinho do dia que nos veremos face a face.

Hoje montamos seu berço. Sua roupinhas estão todas lavadas e passadas, Está tudo pronto. Você teve um lindo chá de bebê, ganhou muitos presentes, não te falta nada.
Você tem muito amor, uma família que te ama muito e está a sua espera.
Você pode vir o dia que você quiser. Não tenha medo. Esse mundo é grande mas estaremos juntos em tudo ! Seja qual for sua missão faremos juntos ! 

Pode vir, filho !!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Reta Final

33 semanas de gestação ! Uau, como o tempo passou !!
Deixei de escrever por algumas semanas pois estava numa fase mais introspectiva (e por preguiça também..rs).

Tanta coisa aconteceu. Tivemos nosso chá de bebê, que foi um dos dias mais maravilhosos de toda a gestação.
Tivemos nosso ensaio fotográfico gestante, onde meu esposo e filha participaram. E que ficou lindo !!
Tivemos consultas, Natal, Ano Novo. Alguns sustos, como um sangramento numa manhã mas que não era nada de grave, graças a Deus.

E agora me encontro com 8 meses e meio quase. Cansada, pesada, inchada.
Não sei o que é dormir mais. Meu bebê me chuta as costelas o dia inteiro.
Mas quer saber? Nunca estive mais feliz.
Pego suas roupinhas e fico sonhando com o dia que vou pegá-lo nos braços pela primeira vez.

Estou sendo acompanhada por duas doulas e estou cada vez mais convicta da escolha que fiz sobre meu parto.
Ouvi muitas coisas. Muitas mesmo. Ouvi que não serei capaz. Que a dor é muito forte. Que meu bebê pode sofrer. Que algo ruim pode acontecer.
Mas estudei muito. Me informei muito. E Deus é tão bom comigo que uma das doulas que Ele colocou no meu caminho se formou com um dos médicos de O Renascimento do Parto.

Falta tão pouco agora.
Pensar que falta um mês apenas pra conhecer o homenzinho da minha vida me deixa emocionada !!
Obrigada, Deus !!


domingo, 30 de novembro de 2014

Inseguranças de uma gestante que sonha com um parto digno

Sim, faz tempo que não venho aqui escrever. Mais de um mês.
Estou com 7 meses de gestação.
Por aqui as coisas estão como devem estar: cansaço, dor nas costas, noites em claro..rs...tudo normal para uma gestante na reta final.

E claro, com a proximidade do final da gestação, as inseguranças afloram dentro de mim cada vez mais. Não é segredo pra ninguém que, desde o começo, sonho com o parto natural. Sem intervenções, sem violências. Respeitando o meu tempo e o tempo do bebê.

Estou decepcionadíssima com o sistema obstétrico brasileiro. Existem aqui duas opções: ou você se sujeita ao que os médicos querem ou você tem DINHEIRO pra bancar o parto que você quer.
Existe ainda a opção de contar com a sorte de encontrar uma equipe humanizada em um hospital do SUS.
Me encontro na terceira situação.
De ontem pra hoje eu nem dormi. Pensando, pensando, pensando.
Cheguei a desistir do meu sonho, confesso. Teve uma hora que eu pensei: É melhor eu ir pra um hospital do convênio e pronto. Pelo menos ficarei em um apartamento confortável !

Mas na Bíblia diz que não existe nada mais enganoso que o nosso coração. E eu estava sendo guiada por ele no momento desses pensamentos. Eu não estava raciocinando. 
Tudo que fazemos baseados na emoção dá errado. Se não fosse assim, Deus não teria alertado sobre seus enganos.

Acordei com a música da Ludmila Ferber na cabeça: "Nunca pare de lutar" e percebi que é exatamente isso que o inimigo da minha alma quer. Me fazer desistir. Me dizer que não sou capaz.
Mas DEUS me disse "SE EU ESTOU COM VOCÊ, QUEM É QUE PODE ESTAR CONTRA TI, ROBERTA?"
Como posso eu duvidar de algo que o próprio Deus me diz? Existe alguém mais poderoso que Deus? Existe um médico mais poderoso que Deus, um enfermeiro, alguém?

Eu não sou uma coitada e eu vou lutar até o final pelo meu filho. Para proporcionar a ele uma chegada ao mundo decente.
Plano de parto, já está pronto. Documento elaborado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Vou protocolá-lo e anexá-lo ao meu prontuário a maternidade que vou ganhar o Antônio. Se não o seguirem, aí depois vamos ver o que fazemos.
Eu não vou me curvar, eu não vou retroceder. Se for preciso lutar, lutaremos. Se for preciso gritar, gritaremos. Com brados de vitória ergueremos as nossas bandeiras em nome do nosso Deus e saudaremos a vitória e a chegada do Antônio.

Pode dar tudo errado? Pode.
Podem me fazer uma episiotomia? Podem.
Posso sofrer violência obstétrica? Posso.
Mas viver envolve riscos. E deixar de viver não é uma opção.
Fugir antes da batalha é pros covardes. E eu não sou uma covarde !!


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dormir? O que é isso?

Alguém sabe o que significa a palavra dormir? Eu esqueci...rsrs
Pois é, estou bem nessa vibe nos últimos dias.
A barriga deu uma aumentada vertiginosa. O Antônio está cada dia chutando mais forte. Os exercícios físicos têm me ajudado mas ainda assim dormir está sendo um desafio.

E ficar sem dormir me deixa muito mau humorada. O silêncio da madrugada, enquanto todos dormem e eu acordada...muito ruim.
Essa noite em específico foi muito difícil. Meu marido se solidarizou porque viu que eu não ia mesmo conseguir dormir.
Deu meia noite o Antônio disse: "Oba, hora de fazer festa !!"
Quando depois de muita conversa ele decidiu nanar, minhas costas estavam me matando. Não tinha posição pra dormir. Virava pra cá, virava pra lá. Recebia massagem, levantava, me alongava. Sentava, deitava. Enfim...eram 5 h da manhã quando consegui dormir um pouco. Acordei ás 9 h. 

E maternidade é isso, meus amigos. Padecer de sono no paraíso.
Dormir a tarde pra mim está fora de cogitação. A tarde minha Gi está em casa, tenho as atividades com ela, meus afazeres.
Não estou reclamando. Apenas registrando...rsrs.
Afinal, eu já tinha me esquecido como era essa reta final da gravidez.
O bom de tudo isso? É que está cada dia mais perto do meu Antônio chegar.

Sábado vamos comprar seu enxoval !!! Eba ! Ele pelo jeito está animado também.
Acabou de me dar um chute daqueles.

Beijos !!! 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Planejando o Chá de Bebê


Olá, pessoal. Tudo bem?
Bom, agora como não restam mais dúvidas sobre o sexo do bebê, podemos partir para os preparativos oficiais do Chá do Antônio.
Eu já tinha escolhido o tema. Seria Ursinho. Se fosse menino ou menina seria ursinho. Só ia mudar as cores.

A princípio eu ia chamar somente mulheres. Porém, muitas convidadas moram longe e dependem de seus maridos para trazê-las. Então a lista dobrou. Temos hoje cerca de 100 convidados. Mas é claro que nunca vem todo mundo. Sinceramente, eu conto com 50, no máximo.

E o que servir?
Meu chá será às 15:00 h. Pretendo servir salgados (coxinha, rissoles, bolinha de queijo, etc), torta salgada e pão com carne. Como estará muito quente, vou servir bolo com sorvete no final do chá.
Acredito que esse cardápio seja suficiente, visto que é um horário onde todos já almoçaram então seria um "lanche".
Não servirei bebida alcoólica porque nunca sirvo bebida alcoólica em festas que faço. Quem me conhece já sabe e com isso já elimino metade da lista que viria somente para beber...rsrs.
É triste mas é verdade. É nessas horas que a gente vê quem nos considera de verdade !
Servirei suco, água e refrigerante.

Decoração:
Ainda estou num impasse quanto a decoração. Se faço ou alugo.
Tenho uma amiga que trabalha com decoração de festa e estou estudando com ela a possibilidade de uma decoração simples. 
Com o calor que está fazendo, estou sem o mínimo pique pra ir pra 25 de Março comprar decoração. E às vezes, dependendo, sai elas por elas. Só o desgaste, transporte, alimentação na rua e a decoração, você já gastou o valor que usaria pra alugar. Sem contar que é poupar trabalho. Mas, nada definido ainda.

Lembrancinhas:
Vi dois tipos de lembrancinhas que gostei muito.
Essa é uma delas:
Mas é claro que usaria balinhas azuis e brancas...rs
E a outra opção são os tubetes. Também com balinha e personalizados.
Hoje, parando pra pensar, vejo que desde o início da gestação até agora, mudei de ideia completamente quanto ao tema do chá e das lembrancinhas. Motivo? Porque ter um bebê custa caro...rs
Quando a gente coloca na ponta do lápis o quarto, o enxoval, as fraldas, o chá de bebê e etc, a gente tende a reduzir os gastos mesmo.

O que pedir?
Eu vou pedir fraldas e itens de higiene pois o restante quero escolher.
Então, cada convite pedirá um pacote de fraldas e um cotonete, por exemplo.


Doces:
Eu estava quase me esquecendo de falar deles. Sou a doida dos brigadeiros. Obviamente, servirei brigadeiros. Pretendo fazer somente eles pois não é um aniversário. Deixa os outros docinhos pra festinha de um ano.
Afinal, em janeiro é o aniversário da minha princesa e terei que bolar mais uma festinha pra ela não ficar de fora das comemorações.
Mas esse é assunto pra outro post.

Beijo beijo !! 


sábado, 27 de setembro de 2014

Ser mãe é mais que uma profissão !

Eu sempre trabalhei. Desde os meus 14 anos de idade, eu trabalho.
Na época em que tava todo mundo de namoradinho, indo pra baladinha, shopping, cinema eu estava trabalhando.
Meu primeiro emprego foi o melhor emprego da minha vida.
Eu trabalhava aos finais de semana devido à escola. Acordava as 4 hs da manhã e os compadres da minha mãe e sua filha me pegavam para irmos para a lida.
Eu trabalhava em um sacolão. Em uma rotisserie, pra ser mais específica, dentro de um sacolão.
Ganhava pouquíssimo. Cerca de 40 reais por fim de semana. 
Lá eu aprendi a atender bem um cliente, noções de higiene para um estabelecimento de comida, aprendi a fatias frios, aprendi a embalar frios, aprendi TUDO sobre queijos. Aprendi como armazená-los, a temperatura ideal para cada queijo, os sabores, com que vinhos combinam, etc etc etc.
Com apenas 14 anos tinha vezes que ficava sozinha atendendo na rotisserie, pois os donos tinham duas lojas e às vezes me deixavam em uma e a filha deles em outra enquanto faziam compras.

Ganhava pouco, trabalhava bastante mas com certeza foi o emprego que mais agregou na minha vida. Aprendi a ter responsabilidade. 
Depois disso, nunca mais parei. Sempre arranjava alguma coisa pra fazer.
Uma época fui até uma oficina de costura e pegava peças para fazer acabamento em casa. Ganhava cerca de 2 a 3 reais por peça bordada. Passava a tarde fazendo isso, depois da escola. Assim tinha meu dinheirinho para comprar minhas revistinhas do Backstreet Boys, pagar meu sorvete com as amigas sem pedir pros meus pais.
Eles nunca se negaram. Mas é da minha natureza ser independente. Ou pelo menos era...Não sei.
Aos 18 anos entrei em uma empresa, onde conheci meu marido.
Saí de lá quando a Gi nasceu, pois eu não queria deixá-la na creche. A Gi tinha refluxo gastroesofágico e isso me preocupava muito. Na minha opinião, ninguém cuidaria como eu.
Quando ela completou 9 meses, fui trabalhar. Consegui passar quase 3 anos na empresa, mas toda vez que a Gi adoecia eu enlouquecia. Troquei de babá 6 vezes. Sim, 6 vezes. Por motivos diversos, inclusive maus tratos.
A gota d´água foi quando a Gi teve um problema nos rins e a minha líder na época me chamou para um feedback bem grosseiro dizendo que eu teria que escolher entre a empresa ou ficar em casa cuidando da minha filha. O que acham que eu escolhi???
A empresa me demitiu.

Depois disso, tentei trabalhar em 2 empresas mas sempre me deparava com o mesmo problema. Eu tenho um problema sério, seríssimo em delegar. Eu não consigo pedir pra ninguém fazer nada por mim. E deixar minha filha para os outros cuidarem era o fim. Eu não conseguia me concentrar no trabalho.
Foi quando abri a loja. 
A experiência anterior com atendimento ao público na rotisserie me ensinou a lidar com pessoas, mas não a gerir. Então a loja quebrou. 
Depois disso trabalhei Home Office, fiz outras coisas, me especializei em micropigmentação e design de sobrancelha e quando estava pronta para entrar para trabalhar em um estúdio de micropigmentação, descobri que esperava o Antônio.
Enfim, estou em casa. Sem trabalho. E por que decidi escrever tudo isso?

Porque tenho visto muitas mulheres, como eu, que optaram por passar um período em casa cuidando de suas crias serem apedrejadas. Taxadas de preguiçosas, de estar se "escorando" nas costas do marido, de viverem no século passado, acusadas de não querer "crescer na vida", entre outros.
Minha mãe não trabalhava fora. Ela voltou a trabalhar eu já estava com 15 anos. Ou seja, eu já tinha meu emprego. Foi quando ela viu que eu não era mais um bebê. Minha irmã tinha 20 anos.
Ela passou 20 anos da vida dela cuidando da nossa família. Ouvi muitas e muitas vezes em festas familiares minha mãe ser acusada de diversas coisas.
Mas a minha mãe foi uma mãe com M maiúsculo.
Minha mãe acompanhou nossa infância e adolescência de perto. Estudávamos em um período e no outro ela nos levava para atividades extra curriculares como ginástica olímpica, natação, etc. Consultas médicas estavam sempre em dia, dentista, reuniões escolares. Minha mãe tinha um relacionamento pessoal com todos os meus professores. 
E enquanto as pessoas falavam que ela não ajudava meu pai, ela estava nos dando aquilo que havia de melhor.
Quando eu entrei na primeira série, eu já sabia ler e escrever. Quem me ensinou? Minha mãe. Com 5 anos ela comprou um caderno de caligrafia e começou a nos alfabetizar em casa. A professora Vera Lúcia, da primeira série, simplesmente não acreditou quando no primeiro dia eu li um texto na cartilha sem gaguejar. E eu nunca tinha ido pra pré-escola.
Meu pai NUNCA quis que minha mãe trabalhasse. Pelo contrário, quando ela cogitava diante de alguma dificuldade, ele sempre dizia que estava em paz na rua para trabalhar pois sabia que ela estava em casa cuidando das filhas. E que se ela tivesse que sair, não seria mais a mesma coisa.

É óbvio que nos dias de hoje, 90 % das mulheres não pode fazer isso. Tem mulher que sustenta a casa sozinha. Tem mulher que precisa trabalhar porque o salário do esposo não dá. Eu não estou aqui para levantar a bandeira que mulher tem que ficar em casa. Eu vou chegar onde quero...
Eu só queria entender porque as mulheres que podem e que escolhem fazer isso são apedrejadas pelas outras mulheres? Que estufam o peito e se dizem guerreiras e trabalhadoras por trabalharem e serem mães. O fato de não trabalhar fora, de levar minha filha na escola, de buscá-la na escola, de estar com ela o tempo todo, me torna menos mãe?
É como se guerreiras fossem só aquelas que trabalham fora, chegam tarde e ainda tem tarefas a fazer. Admiro muuuuito pois não é fácil. Não é fácil trabalhar o dia todo, pegar ônibus lotado, trem, metrô e depois chegar em casa, lavar roupa, estender, dar banho em criança, fazer jantar, ser esposa, etc etc etc.
Só que ficar em casa não é fácil também. É renúncia. É você dizer não pra sua carreira profissional por alguns anos pra cuidar de alguém. É ser taxada disso ou daquilo. É ouvir um "Quando você vai trabalhar pra ajudar seu marido?" ou "Também, você não trabalha, né?".
Ficar em casa é ajeitar toda a casa, fazer a comida, esperar a criança chegar da escola, dar banho, fazer lição, levar para as atividades extra curriculares, dentista, pediatra, fazer jantar, esperar o marido chegar cansado e muitas vezes estressado do trânsito e do trabalho. É ser psicóloga, amiga, professora. 
Ficar em casa é não ser mais a Roberta. É ser a mãe da Giovana e do Antônio. É se anular completamente para ter a certeza que seus filhos estão bem cuidados.

Se sinto falta de trabalhar? Muita. 
Se vou trabalhar quando o Antônio nascer? Meu marido já pediu para eu ficar um ano em casa. Eu sei que não aguento e vou arranjar minhas coisinhas pra fazer. Meus bordados, meus doces, bolos pra vender, enfim...
Se pretendo voltar a estudar? Óbvio !!
Só que hoje, na minha vida, a prioridade são os meus filhos. E eu queria saber onde está o erro nisso. Eu estou negando a minha vontade, o meu querer pelo bem deles. Eu acho que isso também é ser mãe, não? 
E pra quem diz que eu não ajudo meu marido..olha, ele não tem reclamado. Muito pelo contrário. Ele me agradece por estar renunciando pela nossa família. E ouvir essa gratidão é muito recompensador. É quase como receber uma promoção do chefe...rs

Ficar em casa estressa, chateia, cansa. Sim, cansa. Porque é todo dia a mesma rotina.
Mas o que me conforta e me dá forças pra isso é lembrar do quanto minha mãe renunciou. E do quanto ela foi essencial para minha irmã e eu sermos as pessoas que somos hoje. Ela estava sempre por perto. Isso me trazia segurança.
Saber que eu ia chegar da escola, com a mochila pesada e ia encontrá-la na cozinha com o almoço na mesa era muito bom ! 
Ou então quando chovia na saída da escola e todos iam correndo com os cadernos na cabeça pra casa, eu olhava e lá estava ela do outro lado da rua com meu guarda-chuva. 
Ela ficou disponível. Minha mãe não é formada em nada. Ela não fez faculdade. Ela terminou o ensino médio encorajada por mim. Eu ia com ela pro supletivo, ajudava nas lições, nas equações. Era uma forma de retribuir o que ela fez por nós. Ela foi muito acusada. Muito julgada. Mas ela foi a melhor mãe que ela podia ser.
E quer saber? É isso que eu almejo pro meu futuro. Ser a melhor mãe que eu puder pra Gi e pro Toni.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Relato do meu primeiro parto

Eu acho que é a primeira vez que eu paro pra relatar como foi o parto da Giovana. Ao longo desses 7, quase 8 anos, eu fiz de tudo para esquecê-lo. E hoje, sentada escrevendo, as emoções retornam com força total. Mas, vamos lá...
(Atenção: meu relato de parto não é bonitinho e eu não quero assustar ninguém. Cada parto é um parto. E o MEU foi assim !! )

Eu engravidei da Giovana aos 19 anos. Namorava o Mursael há 10 meses. Tínhamos planos de nos casarmos, mas não tão em breve. Queríamos planejar noivado, casamento e lua-de-mel. Porém no dia 19 de Maio de 2006 tivemos a maior notícia das nossas vidas: seríamos pais.
Eu estava no corredor do Hospital Santa Marina, hoje fechado. Com o resultado em uma mão, a outra mão na boca e, de repente, eu só me lembro de ter sido amparada pelo Mursael e um enfermeiro. Eu desmaiei.
Só me vinha a imagem do meu pai na mente. Como contar aquilo pra ele? 

Fui pra casa me arrastando. Um trajeto de meia hora, fiz em duas horas pra que eu já os encontrasse dormindo. Subi pro meu quarto e, naquela noite, coloquei a mão na barriga e pensei: Tem alguém aqui !
Contar pros meus pais não foi tão ruim. Eles me apoiaram e aceitaram.

O Mursael começou a construir a nossa casa para que ela ficasse pronta antes do bebê nascer. 
A gestação não foi fácil. Tive descolamento de placenta logo no início. Tomei muitos remédios e precisei faltar no trabalho várias vezes.
O fato de ser muito jovem, não ter uma estrutura financeira, a imaturidade, tudo contribuiu para uma gestação atribulada. 
Fiquei internada muitas vezes pois do sexto mês em diante (diziam os médicos) a Giovana queria nascer. Então, fiquei internada muitas vezes para "segurá-la" por mais tempo.

Naquela época, qualquer dorzinha que eu sentia, corria pro médico. E eles, sem hesitar, me internavam. Hoje, mesmo não entendendo muito sobre, vejo que isso era um exagero, pois sinto as mesmas dores nessa gestação e estou numa boa.
Cada internação eu saía pior. Mais inchada, mais cansada e com mais medo.
Eu nem queria pensar em parto. Eu não me informei sobre absolutamente nada.
As histórias que eu ouvia eram terríveis. E esse era um assunto que eu definitivamente não queria saber. Eu não era protagonista da minha própria gestação.

No dia 29 de Dezembro de 2006, eu fui para a maternidade. Cheguei lá com algumas dores. A gestação ainda não havia chegado nas 37 semanas. Passei com o médico de plantão que disse que teríamos que fazer uma cesariana de emergência. Por que? Nem eu sei.
Ele me fez uma série de perguntas. Perguntou se eu sentia minha calcinha molhada. Eu disse que sim, mas que não sabia se era urina ou líquido e ele disse que não ia esperar pra descobrirmos e me internou.
Fiquei internada por mais de 18 horas. Fiquei no pré-parto junto com outras gestantes. 
Ninguém vinha me dar nenhuma informação. Apenas veio uma enfermeira e colocou um soro. Perguntei o que continha no soro e ela apenas disse: "É um sorinho, mãezinha !"
5 minutos depois do soro na veia, comecei a sentir uma coceira horrível no corpo inteiro. E, pra minha surpresa, a gestante na maca ao lado começou a se coçar inteira também.
Entramos em desespero e chamamos a enfermeira. Essa apenas "desligou" o soro e saiu da sala.
Estávamos ao Deus dará. Meu marido não podia ficar comigo. Eu não tinha com quem contar. O medo foi me invadindo.
Então, trocou o plantão. Nesse momento, um anjo do Senhor enviou um médico chamado Lincoln que sentou na minha cama e começou a conversar comigo. Perguntou porque eu estava ali. Contei todo o absurdo que tinha acontecido.
Ele então pediu uma ultrassonografia, fez um toque e voltou dizendo: "Vai pra casa, meu anjo. Esse neném não vai nascer hoje não !!"
Ele balançava a cabeça, como se também estivesse indignado, mas por ética não podia me dizer nada.
Tive alta. 
Minha cabeça esta a mil.
Aquela experiência tinha sido horrível. Eu me sentia em um calabouço. 
Desse dia em diante, eu não dormi mais. 
Passava as noites em claro, com medo, pensando em como seria horrível viver aquilo novamente.

Os dias passaram e no dia 07 de Janeiro de 2007 eu acordei com uma dorzinha estranha. Minha inexperiência e imaturidade me fizeram ir correndo de novo pro hospital.
Eu relutei o dia inteiro. Mas quando vi o tampão mucoso sair, me desesperei e quis ir. Era umas 18 hs. Eu morava em Itapecerica da Serra e a maternidade ficava no Jabaquara. Não tínhamos carro. São Paulo estava alagada devido a uma enchente.
Resultado: meia noite e eu estava sentada em um cruzamento, na calçada, pois não haviam ônibus, nem táxis devido ao estado caótico da cidade.
De repente, um táxi todo apagado passa e meu marido se joga na frente. O taxista pára e logo vem me ajudar a levantar da calçada. Cheguei na maternidade 00:30 hs. 
Me colocaram no cardiotoco. O médico de plantão estava fazendo uma cesariana.
Do terceiro andar, apenas ligou pro PS e disse pra enfermeira me subir que ia fazer meu parto.
Fui conhecer o médico que fez meu parto na SALA DE PARTO !!!
Fui andando até a maca, sentei e eles me anestesiaram. 
Meu marido ainda nem tinha entrado, estava se vestindo. 
O anestesista foi muito bonzinho comigo, ele viu meu pânico e me deu a mão até meu esposo chegar.
A cesariana foi rápida. Logo vi o rostinho lindo da minha filha. Mas eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.
Aquilo era um parto??? Era mesmo como chegar pra pedir uma pizza?
Eu estava atônita. Parecia que eu não estava ali, parecia um filme.
O parto acabou, fecharam minha barriga e levaram meu bebê aos prantos.
Meu marido teve que ir embora e eles me levaram pra uma sala onde fiquei sozinha por longas 4 horas. 
Não havia ninguém na sala. Era madrugada e nem que eu quisesse chamar alguém, ninguém me ouviria. 
De repente, comecei a sentir a mesma coceira do dia do soro. Só que pior.
Nariz, olhos, garganta, ouvidos, tudo coçava. Eu mal conseguia respirar.
Gritei e vieram me acudir.
Eu não sei como estava meu rosto, mas a enfermeira voltou com o médico e esse apenas me olhou e disse que ia aplicar um antialérgico. Sei que aplicaram na minha perna porque ele me disse. Eu não senti. Ainda estava anestesiada.
A coceira piorou. 
A enfermeira veio e me aplicaram outro antialérgico. Apaguei.
Fui acordar no dia seguinte já no quarto. Não vi minha filha por um dia inteiro.
Eu estava dopada. 
Só me lembro que vinham me dar analgésicos e mais e mais remédio toda hora.
Eu não conseguia ficar acordada e me lembro que em uma das vezes que abri os olhos vi uma médica me olhando com uma expressão assustada. 
Eu abria e fechava os olhos. Tinha apenas relances do que estava acontecendo.
Quando ouvi a voz do meu marido, fiz um esforço muito grande e consegui abrir os olhos e perguntar da nossa filha. Foi então que eu vi que ela estava no bercinho. Eu não tinha nem amamentado meu bebê.
No dia da alta foi quando eu consegui me manter acordada e tomar um banho. E amamentar a Giovana. 
A pediatra veio e disse que a Gi estava com icterícia, mas num grau moderado e que poderia ir pra casa e tomar banhos de sol diários pela manhã.
Eu queria sair daquele hospital.
Eu me esforço pra lembrar das coisas que aconteceram depois do parto, mas eu não me lembro.
Meu marido diz que eu comi. Não lembro.
Minha mãe diz que me ajudou a tomar banho. Não lembro.
Quando a médica veio me dar a alta me levantei com muita dificuldade, meu esposo e minha mãe me ajudaram a vestir e eu queria sair correndo dali.
Quem disse? Mal conseguia andar. Aquilo doía demais. 
Minha mãe foi quem saiu da maternidade com a Gi no colo. E meu marido me amparando.
Quando cheguei no térreo, pensei que minha cabeça fosse abrir em duas. Uma dor que eu não conseguia raciocinar. Parecia que havia uma bigorna na minha cabeça. Voltei pro Pronto Socorro. Mediram minha pressão. Estava normal e me liberaram.
Fui no carro, semi deitada, com a cabeça apoiada em um travesseiro. Se eu mexesse a cabeça pra olhar pra Giovana, latejava até eu ficar com a vista escura.
Chegando em casa, minha mãe colocou a Gi no carrinho e eu fiquei na cama.
Olhei pro meu marido e comecei a chorar.
Eu não entendia porque estava sentindo aquilo, mas a sensação que eu tinha era de morte. 
E a culpa de estar sentindo aquilo era enorme. Eu via um bebê lindo no berço ao mesmo tempo que meu coração estava dilacerado. 
Todos me perguntavam o que eu estava sentindo. E eu não sabia explicar.
Hoje eu sei. Eu me senti violentada. Abandonada. Abusada. 
No momento mais importante da minha vida. Eu fiquei 3 dias praticamente dopada, sem poder amamentar. Eu nem sei como foi o primeiro banho da minha filha. Resgatar esse vínculo mãe e filha com ela, foi difícil. Fomos desligadas por 72 horas.

Eu demorei 7 anos pra engravidar de novo. Houve épocas na minha vida que eu não queria engravidar nunca mais. Porque, pra mim, parto era isso. 
Mas a Palavra diz que ao conhecermos a verdade, ela nos libertará. E quando aprendemos que a verdade é que: "Não, um parto não é isso !"
Tudo muda ! 
Quando descobri a gravidez do Antônio, comecei a lutar por um parto digno. E é o que tenho feito a maior parte dos meus dias. Me munindo de informações, me empoderando. Conhecendo meus direitos.
E eu fico muito, muito, muito triste pois meninas como eu era na época sofrem isso diariamente. 
Eu oro a Deus pra que essa cultura seja quebrada. Para que tenhamos partos realmente mais humanos, naturais.
Meu sonho? Parir na sala da minha casa.
Se será possível? Não sei.
Lutaremos por um parto digno, respeitoso e que apague o primeiro. E que fique somente o momento em que amamentei minha filha pela primeira vez. Pois é a melhor lembrança desse período.

Com amor e sinceridade,

Roberta.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Mimimi Time !!!

Iiiiiiiiiiiiiiiit´s tiiiiiiiiiiiiiime !!!

Porque hoje eu preciso fazer um mimimi pra me sentir mais leve.
Existem dias que acordamos mais sensíveis (chatas) e ontem e hoje estão sendo dias assim.
Ontem, meu marido me acordou cheio de amores, todo carinhoso e eu reagi feito um leão quando acordado. Rugi alto e virei pro lado cobrindo a cabeça.
Ele insistiu, perguntando o que era. E eu só conseguia resmungar e grunhir. 
Estava irritada. Com o quê? Não sei. 
"Quer o café da manhã?" ele perguntou
"Rrrrrrrrrrrr" eu respondi
"Tá brava comigo?"
"Hmmmmmmmmmmmmm !!!"

Depois de rugidos e grunhidos ele desistiu e veio tomar café com a nossa filha. Eu não queria levantar da cama. Me sentia péssima.
Dor pélvica, dor lombar, dor de estômago, enjoo. Eu queria voltar a dormir. 
Passei o dia todo mal, angustiada, sem posição pra sentar, dormir, andar. 
Eu não queria falar com ninguém. Eu não queria ver ninguém. Eu queria ficar calada. Eu definitivamente estava irritada.

O que nenhum site conta sobre a gravidez é que tem horas que ela irrita. 
Na maior parte do tempo é uma maravilha, mas tem dia que a gente se sente uma bola. Pesada, cansada e dolorida. Nada está bom. 
Muita gente tem medo de dizer isso com medo de ser recriminado. "Nossa, como pode você reclamar de uma bênção como estar grávida?"
Não estou reclamando de estar grávida. Eu AMO estar grávida. Eu só não gosto de sentir dor. Alguém gosta?
Nunca vi ninguém assim: "To com as minhas costas estourando mas to super feliz, adoro isso, quero mais !!!"

Tem dias que a gente chora, tem dias que a gente não quer ver ninguém, tem dias que a gente não quer nem pentear o cabelo. E isso não tem NADA a ver com NADA !
Está tudo bem. Marido, filha, casa, família, saúde. Graças a Deus está tudo bem. Mas naquele dia, só naquele dia você acorda irritada.
Hormônios? Deve ser...

Eu to com muita dor na pelve, na coluna, na parte interna da coxa, no estômago...e nada do que eu faça ta ajudando agora.
E estou com 5 meses de gestação !
Ou seja, ainda tem chão...rsrs

Deixa eu parar de mimimi e ir fazer caminhada, vai.
Amanhã estarei mais animadinha !!
Beijos. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

As frases que toda gestante DETESTA ouvir

Dizem que a palavra é prata e o silêncio é ouro, né, gente? Mas algumas pessoas simplesmente ainda não aprenderam essa regra quando se trata de dizer algumas coisas para uma gestante.
Pensando nisso, selecionei as frases mais desagradáveis (e engraçadas) que se pode dizer a uma grávida.

"Nossa, você tá grávida de novo? Corajosa você, hein?"

"Affff, aproveita pra dormir agora, minha filha, porque quando essa criança nascer acabou seu sossego."

"Vixi, menina, toma cuidado. A maioria dos maridos trai a mulher quando ela está grávida ou acabou de ganhar o neném, hein? Toma cuidado !" 
(Essa realmente é de gente que não tem noção nenhuma)

"Nooooossa, você vai ter parto normal? Pelo amor de Deus, vai acabar com o seu corpo."
(Ô, ignorância...)

"Nossa, você já engordou demais" ou "Que barriga minúscula, trata de engordar, menina".
(Entrem num acordo, please)

"Seu bebê se mexe demais? Nossa, amiga, se prepara vai ser muito danado."

"Que nome é esse que você escolheu pro seu bebê? Afff, que nome de velho".

"Mas depois desse você vai fechar a fábrica, né? Não vai me dizer que vai querer ter outro filho. Por favor, né?"
(É você que vai criar?)

"Escuta, você não tá pensando em parar de trabalhar pra ficar cuidando de criança pequena, não, né? Com 4 meses já taca na creche e vai viver sua vida."
(Eu tenho ÓDIO dessa).

"Segundo filho? Já sabe que não vai emagrecer nunca mais, né?"
(VEREMOS !!!)

"Olha, vê se não acostuma filho em colo, hein? Chegou da maternidade já coloca no berço pra não ficar mal acostumado".

"Essa barriga tá muito alta, não vai nascer de parto normal nem a pau".
(Falooooooou...)

"Olha, se prepara porque a dor do parto é a dor da morte".
(Existem mulheres vivas depois do parto, gente?)

"Olha, você vai sofrer com essa diferença de idade dos seus filhos, viu?"
(Ta amarrada toda palavra negativa. Sai pra lá, capeta....kkkkk)

"Ai, você tá grávida? Deus me livre. Não quero beber dessa água que você bebeu, hein? To fora de gravidez"
(Ahaaaaaaam, sei)

"Fica comendo coisa ácida, fica. Seu neném vai nascer todo manchado".
(HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHA !!!!)

"Fica tomando água gelada, fica. Essa criança vai pegar um resfriado na barriga, você vai ver quando ele começar a soluçar".
(É sério, gente. Já ouvi essa frase !!)


Eu ficaria aqui o dia todo mas acho que já deu pra ter uma ideia dos absurdos que uma gestante ouve, né?
Chega a ser engraçado.
Acho que vou escrever um livro com os mitos da gravidez....kkkkk

Bom final de semana, gente !






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Video: Diário de Gravidez

Aeeee ! Depois de um ano finalmente criei vergonha pra gravar vídeo pro canal Saudável Beleza.
Dessa vez, pra registrar toda a minha gestação !
Que felicidade !

Ignorem o nariz de batata e o rosto inchado e dê um play, clicando aqui !

Beijos !! 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Por que algumas mulheres gostam de contar histórias ruins sobre parto?

Na minha primeira gestação eu me recordo que trabalhei com uma pessoa que me assustou durante os 9 meses de gestação.
Todos os dias, quando eu falava algo de bom sobre a minha gravidez, ela vinha com uma história trágica dela ou de alguma conhecida.
Me recordo que um dia cheguei em casa chorando, passando mal, tremendo devido a uma história que ela me contou. Também, pudera...
Eu tinha 19 anos, não fazia ideia de como era um parto (nem normal, nem cesárea), estava cheia de dúvidas, medos e ficava o dia inteiro ao lado de uma pessoa que não tinha NADA de bom pra me contar.
Essa pessoa, em específico, é uma pessoa maldosa. E falo isso sem medo. Não sou de meias palavras. Ela tinha um prazer em me deixar assustada e tentar estragar meu momento.

Mas hoje eu voltei a pensar nesse assunto. Fui ao mercadinho perto de casa e conheço as funcionárias. Elas perguntaram o sexo do bebê e engatamos um papo. Claro, o assunto foi direcionado pro momento do parto que é o ápice da gestação.
Em outros tempos, teria ficado chocada com o que uma das meninas me contou. O parto dela foi traumático. Foi feita uma episio sem anestesia, sem o consentimento dela, ela levou vários pontos e disse que sofreu demais.
Eu ouvi muito atentamente e fiquei comovida com a história dela. 
E vim pra casa pensando...
É muito comum hoje em dia uma mulher chegar perto de mim, perguntar sobre a gestação e começar a contar uma história parecida.

E por que isso acontece? Salvo os casos em que as pessoas são mesmo maldosas, como minha ex-colega de trabalho, eu acredito que existe uma revolta de todas as mulheres que sofrem violência obstétrica.
A falta de informação faz com que muitas achem que é normal passar por tamanha humilhação e procedimentos desnecessários. E o que teria de ser um momento lindo, torna-se um trauma.
O sentimento de impotência, humilhação e total desrespeito faz com que essas mulheres desabafem com as grávidas que estão próximas. 
Mesmo que não saibam, mesmo que no momento em que estão desabafando não tenham tal intenção, é como se estivessem dizendo: "Por favor, não deixem que façam isso com você !".
Não fiquei assustada com o relato da minha conhecida. Fiquei triste.
E mais triste ainda quando ela me contou que sua amiga ficou 30 horas em trabalho de parto e, por fim, fizeram uma (desne) cesárea sendo que suas contrações já estavam super ritmadas, ela estava com 6 cm de dilatação e super favorável para o PN. Porém, os médicos tiveram pressa em retirar o bebê.

Eu agradeço a todas as pessoas pelos seus relatos tristes. Eles me fazem a cada dia mais levantar a bandeira do parto natural humanizado.
Tem uma amiga minha que está me chamando de louca, ainda mais quando disse que estou pensando em ter um parto domiciliar.
90 % dos partos são cesáreas e as doulas é que estão erradas? Nós é que somos loucas? Tem certeza?
Normal é tomar ocitocina sintética, fazer episio e tomar uns 23 pontos sem anestesia, SER OBRIGADA a parir em posição ginecológica (que é comprovadamente a posição menos apropriada a se parir devido ao alto índice de infecções em decorrência da mesma),ser submetida a tortura psicológica por parte de médicos e enfermeiros nada preparados. Gente, é isso que é normal? 
Então, sou anormal. Obrigada.

A cesariana é uma bênção quando necessária. Quando é para SALVAR a vida do bebê e da mãe. Mas fazer uma cesariana do nada? Marcar um dia pro bebê vir ao mundo porque o médico vai sair de férias, viajar, ou sei lá o quê?
Enfim...cada um tem o direito de pensar como quer mas eu acho que esses relatos tristes que ouço querem dizer alguma coisa.
Ninguém reclama do que está bom. E 90% das mulheres que ouço estão insatisfeitas com o tratamento que receberam nas maternidades de SP. E estou falando de públicas e particulares, hein?

O que eu mais ouço de doulas e enfermeiras obstétricas é "Eu sinto muito pela sua cesariana". Sim, eu também sinto muito. Sinto pela Gi. Por mim, eu sinto um pouco, afinal sofri. Mas sinto mais por ela. Que foi retirada prematuramente sem necessidade. Que não teve o contato com a minha pele assim que nasceu. Que foi separada de mim após o parto. Que foi mamar somente 8 hs depois de sair da barriga. Que teve seu cordão umbilical cortado antes que ele parasse de pulsar lhe causando desconforto respiratório. 
E sinto muito por milhares de bebês que estão passando por isso nesse momento enquanto seus familiares estão em alguma sala estourando champanhe comemorando sua chegada. 
E eu peço a Deus que essa cultura um dia acabe no nosso país e em tantos outros. Porque chegará um dia em que parir por via vaginal será enxergado como uma aberração. 



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Até as baratas evoluem. Menos a medicina no Brasil."

É com essa frase que quero começar meu post de hoje. 
"Até as baratas evoluem. Menos a medicina no Brasil".

Desde que decidi ter um parto digno e natural, respeitando o momento que meu filho quiser vir ao mundo, comecei uma verdadeira peregrinação.
Mais do que ter coragem de parir sem anestesia, sem intervenções médicas, é preciso suar muito a camisa para conquistar esse direito aqui no nosso país.
Aqui existe uma fábrica de bebês. Produção de bebês. Onde não se respeita a vontade da gestante e muito menos do bebê.
A gestante, que deveria ser a protagonista desse momento, passa a ser mera coadjuvante de um momento tão seu. Ficando à mercê dos médicos e enfermeiros.
Marca-se um horário pro bebê vir ao mundo. 
Tipo: Sexta-feira às 16 hs.
Alguém perguntou pro bebê se ele quer nascer esse dia? Não.
E tome-lhe ocitocina sintética, e toma-lhe cesariana desnecessária alegando as mesmas MENTIRAS de sempre: o neném está sentado, o neném está enrolado, você não tem dilatação, o neném é grande, sua bacia é estreita.

MULHER FOI FEITA PRA PARIR !!!
Ah sim, você optou por um parto normal. Ufa, conseguiu !! Mas daí o médico saca da tesoura pra fazer um rasgo desnecessário em você alegando que você não vai aguentar ter o bebê sem ele.
Eu estou indignada. E mais indignada ainda em saber que pra ter um parto livre de todas essas violências obstétricas tem que ter muita bala na agulha, meu bem.

Ou você tem dinheiro pra bancar um parto domiciliar onde vai contratar doula, obstetriz e médico e vai desembolsar aí uns 20 mil reais.
Ou tem que ter um mega plano de saúde, o que não vai te livrar de pagar algum por fora.
Ou recorrer às casas de parto. Ah, esqueci...se você tiver uma cesariana anterior, como é o meu caso, essa não é opção.
Ou seja: Como é que faz, Brasil??

Vou ter que deixar meu filho nascer do jeito que os médicos querem?
Até quando fazer um rasgo na barriga da mulher e colocar um ferro na cabeça da criança pra trazê-la ao mundo vai ser normal?
Vou ter que tomar ocitocina sintética e ouvir desaforo caso eu faça um plano de parto e não queira?
Nessa hora, eu me vejo como uma leoa rugindo em volta da cria e sinto-me revoltada. Ninguém vai tirar meu filho antes da hora. Ele vai escolher como quer nascer.
Quer dizer que se eu quiser parir de cócoras, de quatro, na água, no banquinho eu não posso? Porque não é procedimento do hospital? Existe agora um procedimento pra nascer??

Sinto-me triste pela Giovana. Pelos traumas que a minha filha sofreu no parto e eu nem sabia. Era uma adolescente. Hoje eu abraço a minha filha e peço perdão mentalmente pelo que deixei acontecer com ela.
Cheguei na maternidade e o médico do nada disse que tinha que fazer uma cesariana porque ela estava sentada e com o cordão enrolado no pescoço.
Não fizeram ultrassom pra saber. Ou seja, foi mentira. Ou então esse médico é dotado de algum dom sobrenatural e adivinhou só de olhar pra minha barriga.
A Gi foi tirada antes do tempo com 2,800 kg. Nasceu de madrugada em uma sala fria e com uma luz branca no rostinho dela. Foi sugada com aparelhos pois não passou pelo canal de parto onde seria naturalmente massageada nos pulmões e choraria.
Isso é um parto normal? 
Maternidades que parecem hotéis cinco estrelas. Que a nutricionista vem oferecer o cardápio para a mãe e o esposo. Você pode comer yakissoba, strogonoff ou sushi. As portas são repletas de rosas, TV de plasma, serviço de quarto, frigobar, sala de estar, luxo, luxo e mais luxo.
Um bebê que estava dentro do útero precisa disso?
A transição do útero para o mundo exterior é muito traumática. E o parto natural tem sido visto como algo retrógrado.
"Você é índia pra parir sem remédios?"
Até isso já tive que ouvir. Ser índia é cuidar com amor do nascimento dos filhos? Sou índia, então.
O sistema público de saúde então. Nem se fala.
As enfermeiras te largam lá. E tem que ficar deitada, hein? "Na hora de fazer não gritou assim."
É muita, muita, muita violência.
O que eu queria? Ter meu filho na sala de casa. Juro. Mas devido à droga da cesariana que tive não posso fazer isso.
Mas eu vou lutar. Eu vou atrás desse empoderamento. Vou fazer meu plano de parto.
O meu filho vai nascer do jeito que ele quiser. 




terça-feira, 26 de agosto de 2014

US Morfológica + Perda de apetite

E domingo foi dia de fazer a US morfológica.
Dessa vez a Gi não foi, preferiu ficar com a vovó. Fomos apenas meu esposo e eu.
Estava um calorão e fomos antes do almoço. Lá perto tinha uma feira livre e aproveitamos para comer um belo pastel com caldo de cana. Mais paulistanos impossível !
Chegamos na clínica, fizemos a ficha e esperamos para ser atendidos. Até que não demorou tanto.
Logo chamaram meu nome e lá fomos nós ver o baby.
E lá estava ele, todo serelepe. Mexendo demais. Mas demais mesmo.
Primeiro, estava de barriguinha pra cima. Depois, deu uma cambalhota e ficou de barriga pra baixo. Por fim, virou de costas....rs
Ficamos quase uma hora realizando o exame pois o médico não conseguia medir a translucência nucal e focalizar o osso nasal porque ele não parava.
Vieram mais dois médicos tentar realizar todas as medições. Quem disse?
O bebê estava com o rosto virado pra trás e não parava de se mexer um segundo.
Depois de muita risada, suadeira e conversa com o neném conseguimos fazer tudo que tinha pra ser feito.
Graças ao Pai, o neném é perfeito. Ainda não soubemos o sexo, mas só de saber que está tudo bem com ele já estamos satisfeitos.
De lá, fomos passear no shopping. Ver vitrine, sonhar com as roupinhas do neném. Não resisti e comi um belo Big Mac. Aliás, é a única coisa que sinto vontade de comer. Se pudesse comia todo dia. Mas sei que é uma bomba de sódio.

Eu estou muito diferente nessa semana. Desde a gripe meu apetite diminuiu muito, não sinto vontade de comer absolutamente nada. Nem doce, nem salgado, nem fruta, nem comida, nada.
Estou me forçando a comer.
Fui em um aniversário sexta-feira. Repleto de delícias. Eu não consegui comer quase nada. Nem o bolo do aniversário eu quis. Comi um kibe e uma esfiha de carne apenas. 
A única coisa esdrúxula que eu senti vontade foi limão. Pois é, um dia estava temperando frango com limão e outros temperos e minha boca encheu de água. Parecia que estava diante de um manjar dos deuses.
Eu chupei um limão como quem chupa uma laranja. Meu marido ficou chocado quando viu...rsrs. Minha boca ficou "amarrada", meu olho lacrimejava e eu lá, chupando o limão com a maior vontade do mundo. Sensacional !!
Coisas de grávida !!
Sei que com essa falta de apetite fui me pesar e emagreci. Estou pesando menos que no mês passado.
Eu, sinceramente, não estou preocupada com balança nesse momento. Tem grávida que quer ser modelete na gravidez. Eu não. Eu me preocupo com a minha saúde, com açúcar, sódio e afins.
O peso extra vou perder depois que o neném nascer. Simples.
Mas essa falta de fome tem me causado dores de cabeça, cansaço e é isso que vou falar com o médico semana que vem na consulta.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A pior noite dos últimos 4 meses

Eu não me lembro de uma noite pior nos últimos anos.
Eu estava bem ontem. De repente, quando deu umas 16 h eu comecei a espirrar do nada e sem parar.
Meu olhos incharam, minha garganta começou a doer e atchim, atchim, atchim, atchim.
Quando meu marido chegou, por volta de 19 h, eu já estava acabada no sofá. Com febre, dor no corpo, moleza, nariz completamente tampado e a asma querendo atacar.
A qualidade do ar em SP está péssima. Há meses não chove e meu corpo não aguentou.

Meu marido fez chá pra mim e já preparou a inalação. Sem brincadeira e sem exagero, fiz inalações seguidas. Respirando pela boca, porque meu nariz estava completamente entupido.

Foi uma noite em que nem eu e nem ele dormimos. Passei a noite sentada na cama, encostada nos travesseiros e gemendo de dor e febre.
Ele, ao meu lado, segurando o inalador. Acho que gastamos o frasco de soro fisiológico inteiro.
Pela primeira vez, eu sentia o neném mexer sem parar dentro da barriga. A cada espirro, era um pulo dele, tadinho...
Eu estava esgotada. Queria dormir e não conseguia.
Tomei umas 4 ou 5 xícaras de chá bem quente pra ver se descongestionava alguma coisa, mas nessa altura meus olho viraram duas linhas de tão inchados que estavam.
Crise alérgica, misturada com gripe, sei lá...

Consegui dormir (cochilar) às 6 h da manhã, quando a Gi foi pra escola. Cochilei das 6 às 9 h.
Acordei, tomei um leite quente e preparei um chá de limão com mel.
E assim estou eu. 
Com uma cara péssima, inchada, desidratada, gripadíssima e desanimada.
Espero estar melhor amanhã !!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Parto: Normal ou Cesárea + Notícia linda !

Hoje comecei o dia com uma mega notícia.
Na verdade, parte da notícia eu já sabia. Uma das minhas melhores amigas descobriu que está grávida também !! Estamos as duas barrigudas e ao mesmo tempo ! Isso é o máximo !!!
Acho que quando tínhamos nossos 12, 13 anos jamais imaginamos que um dia estaríamos grávidas ao mesmo tempo. É um sonho !!
E hoje foi o dia da primeira US dela.
SÃO DOIS BEBÊS !!!!!!!!!!!!!!
Hahahahaah ! Isso mesmo: gêmeos !!
Fiquei chocada e feliz. Chocada porque é primeiro caso na família dela e do pai do neném. E feliz porque serão dois amiguinhos pro Antonio ou pra Laura.
São univitelinos, ou seja, serão idênticos e do mesmo sexo. Já fiquei vomitando arco-íris imaginando dois bebês iguaizinhos ! Que delícia !!!

E esse dias tenho visto muitos vídeos de parto. Partos domiciliares, partos humanizados, partos, partos, partos.
Em absolutamente todos eu choro. 
É a mulher no potencial máximo do seu corpo. Em seu momento mais importante. Partos humanizados são muito fortes. Não tem nenhum tipo de anestesia, nenhum tipo de medicamento. É a mulher, Deus e o bebê. 
Tem que ter muita coragem...
O parto da Gi foi cesárea. Ela estava sentada e com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Quando cheguei na maternidade o cardio toco acusou que o coração dela estava parando. Foi um parto de emergência, mas que correu tudo bem.
Eu tenho pensado muito sobre parto normal. Pois a recuperação de uma cesariana não é fácil. É uma cirurgia, né? A gente fica com os movimentos limitados, sente muita dor e ainda tem um bebê pra cuidar. Levantar toda hora, abaixar pra pegar no berço. Meus pontos chegaram a abrir. Não foi fácil.

Eu sou mole pra dor. Confesso sem medo. Mas só de pensar na recuperação da cesariana, eu tiro coragem e forças de onde eu não tenho.
E acho que seria uma experiência inesquecível. Li diversos relatos, vi muitos videos. Eu to ciente que não é fácil. Que a dor é muito grande.
Mas Deus fez a mulher pra parir. O bebê sabe nascer. E todas sobrevivem. Eu não sou diferente de ninguém.
A única coisa que me fará mudar de ideia é se realmente o neném não tiver condições de nascer de forma natural.
Eu vou encarar isso. Vou encarar um parto humanizado hospitalar. Meu marido vai estar comigo o tempo todo e eu vou me entregar pro meu filho. Pra trazê-lo ao mundo.
Dessa vez eu quero senti-lo. Não quero deitar numa cama, tomar uma injeção e ver os médicos tirando meu bebê. Com instrumentos, com luz branca na cara. Enfim...
Se tiver que ser assim para poupar a sua vida, eu aceito.
Se não, ele vai vir ao mundo pelas mãos dos pais. Foi feito com amor, virá ao mundo com amor.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Apaixonada !!

E ontem foi dia de ver nosso amorzinho...
Eu estava tão ansiosa por esse momento.
Quando o médico chamou meu nome quase saí correndo pra dentro da sala.
Entrar naquela salinha escura faz meu coração palpitar.
Deitei, me ajeitei, papai e Gigi ao lado. E logo nosso amorzinho estava na tela.
E como cresceu !! E como se mexia, meu Deus !
O médico teve dificuldade em me mostrar todo o corpo, nosso neném não parava quieto um segundo.

Eu fiquei encantada. Perfeito !! Todos os ossinhos da coluna. E tem gente que não acredita em Deus...
Se não é Ele que faz esse milagre dentro de nós, quem é? Todos os dedinhos das mãos, dos pés. É incrível imaginar que essa pessoinha está morando aqui dentro.

Ao meu lado estava a Gigi e o papai babão. Babando mais do que nunca e sorrindo igual uma criança quando ganha um sorvete. 
Eu saí de lá encantada, flutuando. As pessoas na recepção sorriam pra mim. Eu tentava segurar o sorriso mas não conseguia.
Estou amando. Passo o dia pensando nele (a), imaginando seu rostinho, seu cheirinho.
O médico perguntou: "Você já o sente mexer, né?"
Eu disse que sim, mas que não sabia ao certo se era o neném e ele disse: "É ele sim, mãezinha. Ele se mexe pra valer."
Sorrimos todos dentro da sala.

A boa notícia é que no final dessa semana o veremos de novo. Já estamos contando as horas pra US morfológica. E torcendo muito pra conseguir revelar o sexo. Na morfológica da Gi nós soubemos. Tomara que dessa vez consigamos também.

E a barriga só cresce. NENHUMA roupa me serve mais. Apenas dois vestidos. Calças...esquece. Preciso de novas, urgentemente.
Meu apetite melhorou. Antes eu conseguia esperar pra comer. Agora, dá a hora de comer e eu preciso comer naquele minuto senão parece que tenho um buraco no estômago.
Ontem, como estávamos na rua, saímos do médico e fomos comer esfihas. Eu não tinha almoçado e já eram 17 hs. Eu estava azul de fome. Comi 5 esfihas de carne igual uma doida...rs
Fazia tempo que não comia algo com tanta vontade...

E aí no final do dia, o papai coruja quis que o neném mexesse pra ele. Sei que eram 2 hs da manhã e o papo estava animado entre eles. E eu querendo dormir...rs
Estou amando isso. Estou vivendo a gestação dos meus sonhos !!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Chá de Bebê + Mudança de nome

Toda grávida sonha com o momento do chá de bebê.
Aqui em casa não é diferente. Sonhamos com decoração, fotos, brincadeiras.
Minha mãe e eu já estamos decidindo detalhes da decoração. Assim que soubermos o sexo ajustaremos algumas coisas aqui e ali.

Marquei meu chá de bebê pra Dezembro, que é quando estarei com 7 meses de gestação. Chamei as amigas mais próximas. Tenho muitas conhecidas, mas nesse momento quero as mais chegadas e a família. A lista totalizou em 60 mulheres...rs. Mas há ainda a opção de fazermos um chá-bar então ela dobraria. Mas ainda estamos estudando essa possibilidade.

Não pretendo fazer aquelas brincadeiras de pintar o rosto, a barriga, dançar na boquinha da garrafa, nada disso. Nada contra quem faz, mas não é o meu estilo.
Decidido isso, começamos a pensar no que servir, brincadeiras, decoração, lembrancinhas. Eu sou festeira nata. Falou que é pra organizar festa é comigo mesmo.

Como meu chá de bebê será a tarde, penso em servir salgados, sanduíches de metro e aqueles tradicionais e deliciosos com carne desfiada (todas as minhas amigas e parentes já pediram...rs), tortas salgadas e sorvete. Sim, estará aquele típico calor de dezembro, então um sorvetinho cai muito bem.
Além do bolo, óbvio, e dos docinhos: brigadeiro, beijinho e bicho de pé.
Eu penso em tudo muito simples e tradicional. Acho o máximo quem faz aquelas mega produções mas eu prefiro algo pequeno e mais íntimo. Com carinha de festa de família mesmo.

A decoração ficará sob responsabilidade da minha mãe e da minha irmã mega talentosa. Decidimos o tema de corujinha (que aliás é o mesmo do quarto). Se for menino, corujinhas azuis e verdes. Se for menina, tons de rosa e lilás. 
A lembrancinha ainda é um impasse. Pensamos em chaveiros de corujinha, como esses:
Ou em potinhos de brigadeiro, como esses:
Como apaixonada assumida por brigadeiro, confesso que os brigadeiros me atraem muito mais. Pensei em deixar os chaveiros pra lembrancinha da maternidade. Mas vamos ver até lá.

Na decoração quero o tradicional bolo de fraldas, vou fazer pompons de seda, bandeirinhas com o nome do neném. Quero cuidar de tudo pessoalmente. Quero fazer cada coisinha, colocar cada docinho na mesa.
Enfim, estou ansiosa. Estamos no meio de agosto. Tenho 3 meses e meio somente. 
Domingo que vem saberemos se é menino ou menina, nem estou dormindo mais...rsrs

Aliás, tivemos uma mudança de planos ontem. Na verdade, era algo que já vínhamos pensando há alguns dias mas concretizamos ontem.
Amamos o nome Maria Catarina. É lindo demais. Nome de princesa. Mas quando eu pensava em uma filha com esse nome não me enxergava, não conseguia enxergá-la. Não sei explicar. Era estranho.
João Antonio está mais do que decidido. Mas Maria Catarina não.
Existe uma música que eu amo, da cantora Fernanda Brum. Aliás, essa cantora tem uma história linda de superação sobre suas gestações.
E sua filha tem um nome lindo. E é o nome que a minha mãe ama.
E ontem conversando com meu marido, ele estava lavando a louça e eu secando. Foi quando eu disse: "Amor, você gosta do nome Laura?"
Ele sorriu e disse: "Adoro, acho mais bonito que Maria Catarina, sem dúvidas.".
E assim ficou decidido o nome da nossa princesa, caso seja uma. Laura.
Apesar de 99% das pessoas dizer que estou esperando um menino, gosto de pensar nas duas possibilidades.
Se for um menino, vou adorar. Será tudo novo. Só sei ser mãe de menina até agora. Vou ter que aprender a jogar bola, brincar de carrinho, gostar de super heróis. 
Mas se for uma menina, meu mundo vai ficar duas vezes mais cor de rosa. O quarto da Gi vai virar um quarto de princesas. Muitos laços, fitas e frufrus.
Juro, ficarei feliz se for menino ou menina. Só quero saber logo o que é...rs

A música que falei é essa. Linda demais.